Gincana da Cidadania – Um movimento de jovens e adultos

A partir de um trabalho educativo realizado em 23 escolas de ensino médio de Santos, em 2001 e 2002, a Gincana da Cidadania gerou um movimento de mais de 300 jovens, que elaboraram e implantaram projetos sociais articulados com seus pais, educadores, jornalistas, representantes do poder público e cerca de 80 organizações locais.

A história da Gincana em Santos pode ser contada em 4 capítulos: o primeiro é a convocação da comunidade,
o segundo é o diagnóstico participativo dos problemas da cidade, o terceiro capítulo é a implementação de projetos sociais e o quarto capítulo é a premiação dos participantes.

{ Por que Gincana? }

A Gincana da Cidadania não tem corrida de saco nem ovo na colher. O projeto se chama gincana para mostrar que a vivência da cidadania e da participação social não precisa ser uma coisa chata, pesada e cheia de sacrifícios. Pelo contrário, melhorar o lugar onde vivemos pode até ser divertido.

Na Gincana, o trabalho com jovens é desenvolvido a partir de técnicas e atividades lúdicas. E além disso, como nas gincanas tradicionais, as ações que os jovens desenvolvem vão sendo pontuadas.

É bom destacar, no entanto, que essa pontuação exerce uma função educativa na metodologia do projeto. Além de ser um elemento de motivação, a pontuação serve para que os jovens avaliem constantemente suas ações. No final, o grande vencedor da Gincana da Cidadania é a cidade.

{ Protagonismo Juvenil }

Atualmente a juventude representa cerca de um quinto da população brasileira. Já pensou se, de norte a sul do país, os jovens arregaçassem as mangas para construir um Brasil melhor para todos? Não faria muita diferença?

Além da relevância quantitativa, a população jovem tem também um papel estratégico fundamental em qualquer processo de mudança de longo prazo que se pretenda promover no país. Os jovens e adolescentes são o elo de uma nova cultura entre os adultos (sua família atual) e a próxima geração de crianças (sua futura família).

É por isso que, ao longo da Gincana da Cidadania, existe uma atenção especial à participação da juventude, que é estimulada a agir como protagonista na solução dos problemas reais da sua vida, da sua escola e da sua comunidade.

O protagonismo juvenil está no centro da metodologia da Gincana da Cidadania. E não é por acaso. O mundo começa a ser mudado em cada bairro, em cada comunidade. Os jovens não podem mudar tudo sozinhos. Mas não há dúvidas de que não haverá nenhuma mudança significativa sem eles.

{ Mobilização Social }

A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência).

PROCESSO: A Mobilização Social não se limita às manifestações públicas, às passeatas, às convocações em praça pública, ainda que eventos deste tipo tenham um papel muito importante.

EDUCATIVO: Ninguém nasce um cidadão atuante ou um ativista. Mas a partir de experiências concretas no seu bairro, na sua comunidade, na sua cidade, as pessoas vão aprendendo e incorporando cada vez mais a prática da participação social às suas vidas. Cristovam Buarque costuma até dizer que “mais difícil do que botar o povo na rua é levá-lo de volta pra casa”.

EMPODERAMENTO: Empoderar significa promover a iniciativa das pessoas, acreditando que elas são capazes de resolver os problemas que afetam diretamente suas vidas.

IRRADIAÇÃO: A mobilização gera um movimento que vai envolvendo cada vez mais (quantidade) e diferentes (pluralidade) pessoas, de um jeito cada vez mais intenso, profundo e organizado.

CONVERGÊNCIA: Mobilizar não é só juntar pessoas para resolver emergências. As mudanças acontecem de fato se a sociedade se articular em torno de um projeto de futuro coletivo. Se o propósito for passageiro, o processo de mobilização vira um evento, uma campanha.

Leia mais sobre Mobilização Social aqui.

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